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O Treinador… esse líder maravilhoso!
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- Categoria: Gestão do Desporto
A liderança e a gestão de equipas. De que modo se cruzam e porque são tão importantes estes conceitos na actividade do treinador?
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Primeiras ideias É inquestionável que a liderança assumida pelo treinador é determinante em quase todas as situações. |
Conhecer bem a sua equipa, saber comunicar e ter formação, ter recursos disponíveis (materiais e humanos), iniciativa, disponibilidade, cultura e conhecimento, são os factores que mais valorizo para o sucesso de um líder.
Com frequência tudo parece mais simples num qualquer processo de liderança quando analisado de fora. No entanto, muitos são os problemas que podem interferir na actividade do líder, não lhe permitindo entregar resultados à medida do seu desejo ou potencial.
Se um desses problemas for a falta de capacidade inata para a liderança, o melhor é desistir. Um mau líder entrega maus resultados!
Se estivermos a falar de um treinador, sendo a sua matéria-prima pessoas, a questão agrava-se. Para além de entregar maus resultados, pode afectar de modo decisivo a vida dos atletas, condicionando o seu futuro.
O período de mudanças rápidas que vivemos actualmente, em que a informação é o bem mais valioso do mercado, afecta negativamente a actuação do treinador. Por vezes erradamente confundida com formação, a informação é sem dúvida um ponto de partida para a produção de conhecimento.
É essencial que o treinador esteja informado, tenha formação e com base nestas possua uma cultura adequada e suficientemente rica para gerir com qualidade a sua equipa.
Não confundir “ser líder” com “ser mediático”!
Na moderna sociedade de conhecimento, um líder de sucesso que assente a sua acção apenas em motivação, rapidamente será ultrapassado pela quantidade avassaladora de informação que circula na Internet, caso não seja capaz de a usar e de trabalhar com ferramentas digitais.
Para além das qualidades naturais inatas em bastantes líderes, muitos deles com importância na história da humanidade, existe hoje em dia a necessidade de formar e incentivar o aparecimento de novos líderes, informados e com formação que os torne capazes de gerir todo o conhecimento que circula no seu âmbito de actividade.
O treinador de desporto é no meu entender um dos líderes mais importantes da actualidade, servindo de suporte educacional para jovens desportistas e actuando num terreno neutro da sociedade.
O desporto assume um papel de mediador de conflitos ao aproximar as pessoas de vários credos, raças e ideologias e por isso a função do treinador enquanto líder é extremamente importante. Esta posição é reforçada pelo facto de ser normalmente um ex-praticante, liderando pelo exemplo. Aliás, é no desporto que esta situação se verifica com mais frequência, sendo normal um percurso de praticante para treinador e mais tarde para dirigente.
Fruto desde conhecimento “experimentado” a liderança do treinador é geralmente bem aceite por todos, passando com frequência mensagens utilizando exemplos na primeira pessoa. Mais ainda, desempenha a sua actividade orientada por objectivos, característica operacional de qualquer desporto.
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No desporto é extremamente fácil avaliar o sucesso ou insucesso de um treinador através do resultado dos seus atletas. Poderá não ser justa nem ideologicamente correcta, mas por ser fácil e objectiva, é a forma mais utilizada. Se a equipa ganha, o treinador é o melhor, se perde, é o pior. Porque esta avaliação é feita por resultados objectivos, mensuráveis, o medo de falhar ou a culpa por ter falhado, parecem condicionar toda a forma de actuar dos treinadores, levando-os a um empenho superior para obter a satisfação de que necessitam e o resultado positivo para a sua equipa. |
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Mas afinal, qual é a actividade de um treinador de desporto?
No decurso da sua actividade o treinador tem uma série de obrigações de natureza técnica e organizativa. A enumeração que apresento de seguida tem por objectivo dar a perceber a variedade das áreas de conhecimento onde o treinador tem de actuar, não pretendendo ser uma listagem exaustiva ou comum a todos os desportos.
Actividades de ordem técnica
- Treino – planear, preparar, implementar e analisar;
- Competição – recolher informações dos adversários, elaborar a táctica mais adequada, orientar o jogo e posteriormente analisá-lo;
- Planeamento – elaborar os vários documentos do planeamento, aplicá-los e analisá-los;
- Atletas – dar formação, preparar física e tecnicamente, sempre em regime de formação continua;
- Equipa – formar, organizar e coordenar todos os aspectos de funcionamento da mesma;
- Formação – o Treinador deve fazer formação profissional contínua e constante;
- Colaboração - com outros técnicos que auxiliam a sua actividade;
- Registos – de toda a actividade;
- Publicações – edição de livros, colaboração em revistas, actualização de websites e redes sociais;
Actividades de ordem organizativa
- Organização de actividades no âmbito do clube, colectividade, …, onde ministra aulas;
- Organização dos materiais a utilizar na implementação das sessões de treino;
- Organização dos locais de treino e horários;
- Organização das deslocações para provas, estágios, seminários,…;
- Organização das participações em torneios e competições de diversa natureza;
- Participação em actividades de carácter associativo;
- Detecção e selecção de novos talentos;
- Organização de materiais para competições;
- Resolução de problemas de ordem financeira;
- Criação de programas alternativos para complemento de treino ou treino em fase de baixa de forma;
- Autoavaliação do trabalho realizado;
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Certamente que o treinador intervirá nas áreas em que lhe for solicitado, de acordo com o tipo de instalações onde funciona a sua modalidade. De qualquer modo, independentemente do local de funcionamento, para poder exercer a sua função com qualidade, é indispensável que o treinador personalize a sua acção, dotando-a de uma identidade própria. No caso em que o treinador tenha intervenção ao nível da gestão da entidade onde lecciona, deve ter sempre o cuidado de saber separar bem as intervenções e o papel que desempenha em cada uma das funções, enquanto Treinador e/ou dono/dirigente do local de treino. |
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Enquanto treinador nada deve interferir na actuação pretendida, no sentido de prestação de um serviço de qualidade e da dignificação da sua figura enquanto profissional de ensino de desporto.
Neste âmbito, existem uma série de funções a desempenhar para garantir o normal e adequado funcionamento da actividade, procurando uma formação correcta dos atletas e uma edificação promissora do património cultural do clube.
Estas funções cruzam-se com as já identificadas de ordem organizativa, com a necessária generalização quando estendidas para a totalidade da entidade e não apenas centradas numa modalidade singular.
Organizar e liderar para criar Valor
O processo de organização e liderança de um clube ou equipa deve ser conduzido de modo a gerar valor. Identificar as tarefas que criam valor é uma mais-valia quando se pretende liderar essa equipa com sucesso em direcção aos objectivos estabelecidos.
Não se trata de identificar o que fazer porque essa listagem é de conhecimento generalizado, mas sim, de identificar o que é mais importante fazer, devendo o treinador ocupar o seu tempo disponível com as tarefas que efectivamente produzem resultados e desse modo criam valor.
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Identificadas essas tarefas, consegue-se reduzir a distância entre o esforço de coordenação e a qualidade da aprendizagem, os resultados da formação, desportivos e sociais. Assim, a actividade do treinador não se pode definir de costas voltadas para a criação de valor.Através do ensino de desporto pode criar-se valor no âmbito da Formação (Técnica da modalidade, Desportiva, Cultural/Social), no âmbito do Desempenho Desportivo, da Cultura de Escola ou equipa, da Responsabilidade Social. O valor criado num clube ou equipa traduz-se na sua cultura e no conjunto de processos e actividades desenvolvidos por todos de forma planeada e organizada. |
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O Sistema de Relações do Treinador
Para desempenhar a sua função na totalidade, o treinador tem necessidade de se relacionar com uma grande variedade de pessoas e cada vez mais o resultado conseguido é produto da intervenção desses vários agentes.
O papel do treinador será intervir directamente nas actividades que de si dependem e indirectamente nas actividades que dependem de terceiros, mas que, incluídas no planeamento, ajudam a caminhar em direcção aos objectivos.
Assim, deve estabelecer um conjunto de relações com os vários intervenientes de modo a gerar o ambiente adequado ao aparecimento de resultados, ou seja, um ambiente que permita implementar o seu plano adequadamente e alcançar os objectivos pretendidos.
- Os atletas – é com estes que o treinador se relaciona directamente “fazendo o papel de pai, mãe, amigo, médico, psicólogo, professor,…”;
- Os pais e familiares dos atletas – os pais e familiares são indispensáveis no apoio ao atleta. A “dispensa” das obrigações familiares que possibilita ao atleta participar em provas e treinos ao fim-de-semana só serão reais com o apoio dos pais;
- Os colegas de trabalho – o plano estabelecido poderá contemplar actividades para as quais o treinador não esteja habilitado. Nesse caso deverá socorrer-se de outros profissionais de desporto para que essas actividades sejam alcançadas, contribuindo desse modo para a concretização dos objectivos;Dirigentes / Gestores do local de treino – o bom relacionamento com os dirigentes do clube, os donos do ginásio, os gestores da instalação desportiva onde funciona o clube, são essenciais para garantir a disponibilidade dos meios para implementação dos treinos;
- Dirigentes, técnicos Associativos/Federativos – Os dirigentes e técnicos associativos coordenam as actividades disponíveis para os atletas mais jovens e que se iniciam na modalidade. É necessário um bom relacionamento com estes para garantir um bom ambiente onde os atletas iniciam a sua actividade;
- Público – o público emite opiniões, critica, faz juízos de valor. Um relacionamento cordial com o público ameniza posições extremistas e garante uma ambiente mais suave para o atleta;
- A comunicação social – é uma parte importante da visibilidade da actividade do treinador;
A Coordenação – Chave para uma liderança eficaz?
O conceito de coordenação parece ser de fácil acepção à maioria das pessoas mesmo para aqueles que não têm características de líder.
Este conceito começou por ser abordado em termo empresariais em 1944 por Fayol no seu livro “General and Industrial Management”, onde apontava as inúmeras vantagens de uma eficaz coordenação de actividades no seio empresarial (na época mais industrial do que empresarial), como solução para a melhoria da produtividade
No seu trabalho identificava 3 grandes objectivos para o processo de coordenação:
- O trabalho conjunto dos diferentes departamentos;
- O conhecimento da tarefa dos restantes departamentos e da contribuição do próprio trabalho para a tarefa comum;
- A sincronização entre os diversos departamentos, ajustando o seu programa às circunstâncias do ambiente e do trabalho dos demais departamentos;
Podemos assim identificar as vantagens de uma coordenação eficaz, protagonizadas por Fayol para o trabalho empresarial, e com esta informação apontar de que modo beneficiam os treinadores na sua actividade com a adopção de actividades de coordenação, mesmo para a resolução de tarefas simples.
Coordenar é sincronizar o trabalho de várias pessoas, sendo que cada uma delas deve ter plena consciência:
- Das suas funções;
- Das funções dos outros;
- Dos objectivos comuns do trabalho;
Ser um treinador de referência, com qualidades a nível técnico invejáveis, em nada resultará se não se verificar uma eficaz organização da sua actividade. Por sua vez, a organização da actividade do treinador depende de um envolvente cada vez mais diversificado, estando à partida estabelecida uma relação causal entre sucesso da actividade e envolvente.
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Conforme identificado no gráfico seguinte, existe um cada vez maior número de entidades que condicionam à partida o sucesso da actividade do treinador. Para levar a cabo uma organização eficaz das actividades que envolvem a sua profissão, o treinador utilizar qualidades de coordenador e caso não as possua, deverá desenvolvê-las. Como coordenador, o treinador não está no centro do gráfico mas sim no seu exterior, sendo mais um dos elementos intervenientes na actividade. |
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Ao assumir a posição de coordenador, o treinador está claramente a passar a mensagem de trabalho em equipa onde o resultado é mais “Nós” e menos “Eu”.
Sabemos que no passado não ocorria deste modo, sendo com regularidade o treinador o centro de interesse de tudo o que acontecia. Mais modernamente, fruto da complicada teia de relacionamentos sociais que tem vindo a desenvolver-se, a situação alterou-se e o treinador tem de ser capaz de liderar sem estar no centro. A situação ideal será que a actividade seja o centro e que para essa seja convergente a atenção de todos os intervenientes.
Assim, o treinador consegue ficar numa posição exterior, beneficiando de:
- Maior isenção na análise do desenvolvimento da actividade
Estando envolvido na actividade ou, como por vezes se verifica, sendo o centro da actividade, o Treinador pode perder capacidade de análise da mesma. Nesse caso, terá de ser avaliador de si próprio e do seu desempenho gerando situações ambíguas. Um Treinador deve ser capaz de avaliar com isenção uma actividade e para que isso lhe seja permitido, deve assumir o papel de coordenador e não o papel de “centro da actividade”. - Maior flexibilidade nos juízos por parte das partes envolvidas
Tudo o que fazemos será sempre avaliado por quem nos rodeia. Ao ser o centro das actividades, o Treinador coloca-se numa situação “não protegida”. Quando algo correr menos bem, será com toda a certeza, alvo de críticas e poderá perder a confiança dos que o rodeiam (pais, atletas, dirigentes, …), essencial para exercer a actividade de Treinador. - Maior participação dos elementos envolvidos
O maior ou menor grau de participação dos elementos envolventes de uma actividade dita o sucesso da mesma. Este é o reflexo de um sistema social cada vez mais complexo. Assim, uma maior participação dos elementos envolventes permitirá implementar uma estrutura organizativa mais alargada (para a actividade). Com mais pessoas envolvidas a actividade terá uma qualidade e dimensão superiores.
Como conseguir uma coordenação adequada?
Uma organização sem coordenação proporciona que imperem as iniciativas individualizadas que, ao resultarem, trarão unicamente benefícios individuais.
Assim, entendida como vital, a coordenação deve:
- Estabelecer sistemas e um conjunto de normas de funcionamento interno, indicando a cada interveniente o que fazer e como fazer;
- Ser feito de modo continuado. A Coordenação não é uma tarefa mas sim uma função a desenvolver ao longo de toda a actividade do treinador;
- Estabelecer-se objectivos comuns e sistemas de coordenação, de modo a sincronizar as tarefas dos vários intervenientes para que os resultados sejam alcançados no tempo necessário e com a qualidade adequada;
- Exigir aos intervenientes a realização das tarefas propostas individualmente sob pena de comprometer o esforço da equipa;
- Vencer a falta de comunicação e promover o diálogo;
- Definir e documentar. Todas as actividades exigem um mínimo de formalização. Ao “colocar as ideias no papel”, estamos a fazer a primeira avaliação do conteúdo que nos propomos trabalhar.
Ferramentas úteis para coordenar com eficácia
Para colocar a coordenação em acção, o treinador poderá socorrer-se de várias ferramentas de modo a envolver as pessoas, atribuindo responsabilidades e distribuindo mérito.
- Comissões - São grupos de trabalho que se reúnem para trabalhar sobre um assunto específico. A comissão inicia funções com uma agenda definida e, após a resolução dos problemas propostos será dissolvida.
- Grupos de trabalho - Um grupo de trabalho é mais informal que uma comissão e não tem o carácter oficial de uma reunião. A tomada de decisões em grupo pode ser uma boa estratégia para envolver as pessoas mas não deve ser utilizada se a vontade não for partilhar a tomada de decisão.
- Reuniões - São a ferramenta mais utilizada pela facilidade de utilização. Para que uma reunião produza resultados deve ser orientada. Deve existir uma agenda, um condutor da reunião, uma organização no tratamento dos assuntos e deve produzir resultados. Normalmente, de uma reunião devem resultar tarefas a desempenhar pelos intervenientes que conduzam a organização aos objectivos propostos.
- Comunicações formais - Um documento formal, oficial, tem o poder de “tornar bem claro e definido” o que se pretende. Por um lado conferem autoridade e rigor à mensagem, mas, por outro, podem dotá-la de um cariz demasiado impositor e com isso afastar algumas pessoas;
Resumindo…
O papel de Líder assumido por um treinador de desporto deve ser conquistado pelo conhecimento e uma forte formação horizontal porque a liderança mantida apenas pela inovação e capacidade de motivação, sem sólido suporte em conhecimento torna-se muito cara a longo prazo, destruindo atletas pelo caminho.
A prazo, pessoas com know how não aceitam ser lideradas por outros que nada sabem sobre a base do trabalho em que actuam e que servem apenas de motivadores; estes líderes de “conversa” convencem por pouco tempo!
O treinador é porventura dos líderes mais completos e também mais mal compreendido.
Grandes líderes surgem em muitas formas diferentes. De certo modo, a liderança é um pensamento subjectivo, mas por outro lado existem algumas características que estão normalmente presentes em todos os líderes com qualidade.
A liderança é o processo de influenciar os membros de uma equipa de modo a colocarem o seu melhor esforço para alcançarem um objectivo comum. Os líderes podem ser orientados por objectivos (mais interessados no treino e nos resultados) ou orientados para as pessoas (mais interessados nas relações interpessoais na equipa). O treinador deve ser orientado para ambas as perspectivas porque apenas desse modo conseguirá grandes resultados com o seu trabalho.
Os treinadores devem possuir as qualidades que pretendem que os seus atletas desenvolvam e por isso se diz que lideram pelo exemplo e pela experiência, perseguindo de igual modo um conhecimento académico que lhes dê uma estrutura de conhecimento base para suportar a sua actividade. Como todas as pessoas de bom senso devem admitir que esse conhecimento tem de estar permanentemente a ser renovado e expandido.
De modo a extrair o máximo de cada atleta, o treinador deve proporcionar o desenvolvimento de experiências positivas no seio da equipa, à medida das expectativas de cada um. Há atletas que não se importam de jogar jogo-sim-jogo-não, enquanto outros ambicionam jogar todos os jogos.
Por este motivo, a comunicação que o treinador estabelece com os seus atletas deve ser mais do que excelente, personalizada, pensada, articulada e medida de acordo com cada um dos membros da equipa.
O papel de coordenador permite ao treinador orientar a equipa, não mandar nela! Ao assumir uma posição de coordenador, o treinador valoriza as opiniões de cada um, mesmo que estes entendam não as verbalizar.
Nos desportos profissionais verificou-se ao longo do tempo o aparecimento de vários profissionais com intervenção em novas funções que derivaram da profissionalização. Apesar disso, a liderança do treinador pode ser incontestada quando bem partilhada com outros profissionais que o auxiliam na sua missão. Um excelente treinador, e ainda bom líder, não perde a sua influência sobre a equipa quando é um coordenador de sucesso e sabe distribuir responsabilidades e méritos.
Vivemos a era da partilha e da colaboração e, de modo a maximizar os resultados, as tarefas são partilhadas e assumidas por equipas e não apenas por indivíduos, na expectativa que o melhor de cada um ajude o resultado global.
Não obstante, o treinador terá sempre uma influência “especial” no atleta, mesmo sendo este actualmente um produto que resulta de várias influências.
O treinador é na verdade um líder maravilhoso!
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