O Atleta e o seu espaço

Neste artigo foca-se a relação do atleta com o espaço onde actua e as influências que sofre do mesmo, numa perspectiva de espaço de competição mas também de espaço de preparação para a prova.

Inclui-se opiniões obtidas em entrevista com as arquitectas Alexandra Morgado e Helena Carqueijeiro da PlanKi.

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A SUSTENTABILIDADE EXPLICADA

Para melhor compreensão do conceito de sustentabilidade no desporto e na organização de eventos desportivos é necessário perceber à partida os 3 vectores que compõe todo o processo - Sociedade, Ecologia e Economia - bem como as relações que se estabelecem entre estes.

  

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O que é um plano estratégico para um clube desportivo?

Um planeamento estratégico é um processo de gestão definido num documento estruturado onde é feita uma análise da realidade histórica e actual de uma determinada organização (interna e externamente), e, com base nessa análise e nos objectivos delineados, se propõe um conjunto de estratégias e programas de acção que, a serem implementados com as directrizes indicadas, conduzem a organização à consecução dos objectivos delineados.

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Que documentos necessita um Gestor para a Gestão de um Clube Desportivo

Existem um conjunto de documentos que se utilizam nas empresas desportivas com vista a uma gestão de maior qualidade e que, não estando os gestores obrigados a utilizá-los a todos, é impensável nos dias de hoje não utilizar uma grande parte deles.

Estes documentos resultam da evolução dos sistemas de direcção e de diversificadas técnicas de gestão e a sua utilidade é ajudar no alcance dos resultados planeados.

Na prática, a utilização destes documentos permite organizar a informação de um modo que seja reconhecida pelas pessoas a quem é destinada. De seguida deixo uma definição muito simples de cada um deles.

  • Estatutos – são as regras fundamentais do clube e que lhe conferem a legalidade perante as leis nacionais. Este documento está na base da legalização do clube;
  • Visão, Missão e Objectivos – são em diferente nível, a definição do que se procura alcançar, de qual será na realidade a actividade do clube;
  • Organigrama – é uma representação gráfica das relações hierárquicas, funcionais e de comunicação dentro do clube;
  • Diagnóstico Interno – é um conjunto de questões que são colocadas internamente para saber qual a realidade do clube;
  • Plano Estratégico – é um documento que contém as grandes opções estratégicas com as quais se procura cumprir a missão do clube e alcançar os objectivos;
  • Manual de Organização e Funções – neste manual está planeado o modo de funcionamento da organização e as funções de cada pessoa relativamente à sua posição dentro do organigrama;
  • Manual de Procedimentos – neste manual está planeada a forma de proceder em situações que possam ocorrer dento do clube;
  • Plano de Actuação – neste documento planeiam-se os programas a implementar, com que periodicidade, calendário e orçamento. Na prática é o modo de implementar o Plano Estratégico;
  • Orçamento – é um documento onde, de modo antecipado, se supõe a quantidade e tipologia dos custos e proveitos do clube e de acordo com o qual se tentará fazer a Gestão Financeira do mesmo.

 

A existência de um ou mais destes documentos por si só não justifica a qualidade da gestão que se pratica num clube. No entanto não podemos negar que é um bom sinal para qualificar o tipo de gestão e organização existente.

Depois de fazer o documento há que aplicá-lo e actualizá-lo constantemente para que seja na verdade um documento útil para a gestão do clube.

Os novos ambientes em que vivem as organizações exigem que os processos sejam bem identificados e descritos de tal forma que as suas alterações sejam possíveis em tempo útil e sejam sempre compreendidas em termos das suas consequências. Um exemplo desta exigência diz respeito ao sistema de qualidade da empresa: ele tem de continuar válido, já que não seria viável nem tecnicamente nem financeiramente, refazer o sistema de qualidade, cada vez que ocorresse uma mudança.” (Temudo de Castro, Cunha, & Leal, 2008, p. 108)

O planeamento estratégico assume nos dias de hoje uma grande importância na medida em que o grau de consecução dos objectivos propostos mediante o uso desta ferramenta de gestão é muito alto.

Um planeamento estratégico deve normalmente ser implementado a médio ou longo prazo adequando-se essa medida à gestão do desporto, sendo que um atleta olímpico ou campeão do mundo é o resultado de um longo período de treino e preparação, e a sua implementação deverá ser feita num modelo tradicional e racional que se adequam também aos métodos de trabalho do desporto.

No entanto, apesar dos benefícios reportados e resultados evidentes, obtidos com a adopção e implementação de Planeamentos Estratégicos, estes nem sempre são aplicados. Esta opção é particularmente evidente em empresas pequenas que experienciam com frequência instabilidades consideráveis, derivas de restrições financeiras e recursos humanos.

A velocidade, a flexibilidade e a visibilidade são conceitos que fazem parte da cultura e da actividade das organizações actuais. Sem prejuízo de abordagens mais profundas quando necessárias, impõe-se desde já uma breve análise destes conceitos. … A flexibilidade é o segundo destes conceitos gerais, consiste na facilidade com que os processos conseguem adaptar-se a mudanças significativas. … É de salientar que a flexibilização das organizações face à mudança também obriga a incorporar a qualidade no serviço e nos produtos, bem como nas modificações de última hora exigidas pelos clientes.” (Temudo de Castro, Cunha, & Leal, 2008, p. 28)

Nesse caso os gestores poderão considerar o planeamento estratégico pouco eficaz e incapaz de trazer benefícios à empresa.
As estratégias adoptadas por esses gestores, em substituição, são frequentemente estratégias operacionais e de decisão dia-a-dia que se baseiam em desempenhos a curto prazo. Poderá ainda ser adoptada uma direcção baseada em decisões a curto prazo pelos gestores com pouca experiência ou formação.

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Vale a pena pensar nisto...

“Conventional marketing wisdom long held that a dissatisfied customer tells 10 people. But… in the new age of social media, he or she has the tools to tell 10 million.”

Paul Gillin, author of The New Influencers