O Atleta e o seu espaço

Neste artigo foca-se a relação do atleta com o espaço onde actua e as influências que sofre do mesmo, numa perspectiva de espaço de competição mas também de espaço de preparação para a prova.

Inclui-se opiniões obtidas em entrevista com as arquitectas Alexandra Morgado e Helena Carqueijeiro da PlanKi.

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A SUSTENTABILIDADE EXPLICADA

Para melhor compreensão do conceito de sustentabilidade no desporto e na organização de eventos desportivos é necessário perceber à partida os 3 vectores que compõe todo o processo - Sociedade, Ecologia e Economia - bem como as relações que se estabelecem entre estes.

  

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O que é um plano estratégico para um clube desportivo?

Um planeamento estratégico é um processo de gestão definido num documento estruturado onde é feita uma análise da realidade histórica e actual de uma determinada organização (interna e externamente), e, com base nessa análise e nos objectivos delineados, se propõe um conjunto de estratégias e programas de acção que, a serem implementados com as directrizes indicadas, conduzem a organização à consecução dos objectivos delineados.

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É preciso dizer... BASTA!

É com base no texto de Victor Croesy, transcrito de seguida, que abordo o tema da corrupção, dos favores e das cunhas, aliados a uma incompetência profissional e ao amadorismo no âmbito da gestão do desporto que se faz um pouco por todo o país...

De facto vivemos numa sociedade em que as coisas se fazem de um determinado modo porque sempre assim se fizeram. Este "hábito cultural" a que alguns chamam de tradição, não é mais do que incompetência para trabalhar, para inovar, para desempenhar.

É preciso dizer basta e colocar em acção aquilo que são os bons princípios de gestão, a racionalização de recursos, o trabalho por objectivos, as práticas coerentes, tudo isto aliado ao respeito pelas pessoas sob as quais realizamos o nosso trabalho.

 

"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e assim sucessivamente, e o facto repetiu-se sempre. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

 

 

É preciso sobretudo estarmos cada vez mais dotados de bom senso porque em boa verdade, gerir desporto é gerir pessoas... e essas pessoas - os desportistas ou atletas - são afinal pessoas como nós!

Um desportista que dedica a sua vida à competição não é uma pessoa que decidiu divertir-se e "brincar ao desporto". Há quem inclusivamente diga que "quem vai para o desporto é porque não sabe fazer mais nada...".

E é com este profundo desrespeito pelo papel do desportista que vivemos.

Atletas profissionais geridos por dirigentes amadores. Atletas que dedicam 8 horas do seu dia a treinar e estudar a sua modalidade que vêem a sua carreira (e vida também!) comprometida por pessoas que gastam meia hora por dia a tomar uma má decisão.

Numa altura em que os números não mentem, indicando que o contributo da "indústria do desporto" para o PIB nos países europeus varia entre 1,5% e 3% em 2009, é necessário ter a coragem de profissionalizar o dirigismo desportivo.

Desta profissionalização dependem muito mais os resultados dos nosso atletas do que propriamente a "despesa" que o estado tem ao financiar as Federações Desportivas Nacionais (FDN).

No meu entender faria todo o sentido o estado obrigar as FDN a contratar dirigentes profissionais por ser um garante da boa gestão do dinheiro que anualmente o mesmo coloca nessas federações. Ao contrário, não permite a remuneração livre dos dirigentes desportivos, gerando uma situação que não faz sentido algum, sendo o investimento estatal gerido em boa parte por pessoas que não abordam essa gestão de modo profissional por terem a sua fonte de sustento como prioridade.

Houvesse essa possibilidade e muitos mais interessados optariam por uma vida profissional numa FDN, estando desse modo a cuidar dos investimentos que o estado faz no desporto do nosso país.

Vale a pena pensar nisto...

"Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas." - Confúcio