O Atleta e o seu espaço

Neste artigo foca-se a relação do atleta com o espaço onde actua e as influências que sofre do mesmo, numa perspectiva de espaço de competição mas também de espaço de preparação para a prova.

Inclui-se opiniões obtidas em entrevista com as arquitectas Alexandra Morgado e Helena Carqueijeiro da PlanKi.

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A SUSTENTABILIDADE EXPLICADA

Para melhor compreensão do conceito de sustentabilidade no desporto e na organização de eventos desportivos é necessário perceber à partida os 3 vectores que compõe todo o processo - Sociedade, Ecologia e Economia - bem como as relações que se estabelecem entre estes.

  

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O que é um plano estratégico para um clube desportivo?

Um planeamento estratégico é um processo de gestão definido num documento estruturado onde é feita uma análise da realidade histórica e actual de uma determinada organização (interna e externamente), e, com base nessa análise e nos objectivos delineados, se propõe um conjunto de estratégias e programas de acção que, a serem implementados com as directrizes indicadas, conduzem a organização à consecução dos objectivos delineados.

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Os Símbolos Olímpicos

O significado e os valores do Olimpismo são transmitidos através de símbolos.

Entre estes estão os anéis, o lema e a chama.

Estes símbolos transmitem uma mensagem de uma forma simples e directa, que dão uma identidade aos Jogos e ao Movimento Olímpico.

 

OS ANEIS OLIMPICOS

Os cinco anéis representam os cinco continentes. Os anéis estão entrelaçados para mostrar a universalidade do Olimpismo e o encontro dos atletas de todo o mundo durante os Jogos Olímpicos.

Na bandeira olímpica, os anéis aparecem sobre um fundo branco. Combinadas deste modo, as seis cores da bandeira (azul, amarelo, preto, verde, vermelho e branco) representam todas as nações.

É um equívoco, portanto, acreditar que cada cor corresponde a um certo continente.


Pierre de Coubertin, o pai dos Jogos Olímpicos modernos, explica o significado da bandeira:

"A bandeira olímpica [...] tem um fundo branco, com cinco anéis entrelaçados no centro: azul, amarelo, preto, verde e vermelho [...]. Este desenho é simbólico; representa os cinco continentes do mundo, unidos pelo Olimpismo, enquanto as seis cores são aquelas que aparecem em todas as bandeiras nacionais do mundo na actualidade. " (1931) Textes choisis, vol. II, p.470.

História da Bandeira Olímpica
Apesar de Pierre de Coubertin tencionar que os Jogos Olímpicos fossem um evento internacional desde a época do seu restabelecimento em 1896 em Atenas (Grécia), foi apenas nos Jogos de 1912 em Estocolmo (Suécia) que, pela primeira vez, os participantes chegaram de todos os cinco continentes. Um ano depois, em 1913, os cinco anéis apareceram no topo de uma carta escrita por Pierre de Coubertin. Ele desenhou os anéis e coloriu-os à mão. Foi também Coubertin que teve a ideia da bandeira olímpica.

Ele apresentou os anéis e a bandeira em Junho de 1914 em Paris, no Congresso Olímpico.

A Primeira Guerra Mundial impediu a celebração dos Jogos de 1916 em Berlim (Alemanha) como estava planeado. Foi apenas em 1920 em Antuérpia (Bélgica), que a bandeira e os seus cinco anéis puderam ser vistos a voar num Estádio Olímpico.

A universalidade transmitida pelo símbolo e pela bandeira era uma ideia nova no início do século 20. O nacionalismo era muito forte e a tensão entre alguns países muito elevada. Foi nesse clima, no entanto, que Coubertin propôs o símbolo dos anéis que visam incentivar a unidade do mundo.

A utilização do símbolo
Inicialmente a forma como os anéis foram entrelaçados era um pouco estranha em relação ao que estamos acostumados hoje.

Hoje em dia, o símbolo Olímpico está sujeita a regras muito estritas. Foram estabelecidos Padrões gráficos, que determinam, por exemplo, a posição exacta e a tonalidade da cor de cada anel.

A utilização do símbolo Olímpico na criação de um emblema também é estritamente regulamentada e o desenho do emblema tem de ser aprovado pelo COI.

O símbolo Olímpico, bandeira e emblemas são propriedade exclusiva do Comité Olímpico Internacional e não podem ser utilizados sem a sua autorização.

Este símbolo é um dos símbolos mais reconhecidos no mundo!

O que é um emblema olímpico?
É um desenho onde constam os anéis olímpicos conjuntamente com outros elementos distintivos.

Os Comités Olímpicos Nacionais (CONs) e os Comités Organizadores dos Jogos Olímpicos (COJOLs), têm todos um emblema com os anéis olímpicos

  

O LEMA OLÍMPICO

Um lema é uma frase que resume uma filosofia de vida ou um código de conduta a seguir.
O lema Olímpico é formado por três palavras em Latim:

FASTER - HIGHER – STRONGER
(mais rápido, mais alto, mais forte)

Estas três palavras incentivam o atleta a dar o seu melhor durante a competição.

Para entender melhor o lema, podemos compará-lo com a Crença Olímpica:

"A coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta; o essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem."

Juntos, o lema Olímpico e a crença representam um ideal que Coubertin acreditava e promoveu como uma lição de vida importante que poderá ser adquirida através da participação no desporto e nos Jogos Olímpicos: a de que dando o melhor de si e procurando a excelência pessoal era um objectivo de valor. É uma lição que ainda pode ser aplicada de igual modo nos dias de hoje, e não apenas pelos atletas mas por cada um de nós.

História do Lema
As três palavras em latim tornaram-se o lema Olímpico em 1894, data da criação do COI.

Pierre de Coubertin propôs o lema, por empréstimo do seu amigo Henri Didon, um padre dominicano que ensinou desporto perto de Paris.
A inspiração para o credo viria mais tarde, após um sermão dado pelo bispo da Pensilvânia, Ethelbert Talbot, durante os Jogos de Londres em 1908.

 

A CHAMA OLIMPICA

A chama olímpica é uma das características mais conhecidas dos Jogos.

A partir do momento em que a chama é acesa, é implementado um ritual muito preciso:

Acender a Chama
Em memória das origens ancestrais dos Jogos Olímpicos modernos, a chama é acesa em Olímpia (Grécia), alguns meses antes da abertura dos Jogos. A chama olímpica só pode ser acesa pelos raios do sol.

A tocha
Para cada edição dos Jogos é criada uma nova tocha. Cada corredor transporta a sua própria tocha: é a chama que é passada de corredor para corredor sem nunca ser extinta.

A rota da transmissão
Transportada por transmissão de Olímpia até a cidade sede dos Jogos, a chama cruza diferentes regiões, países e continentes. A passagem da chama anuncia os próximos Jogos Olímpicos aos habitantes, ao longo do percurso, e permite aqueles que seguem a sua viagem descobrir novas culturas e costumes.

História da chama
O acendimento inicial da chama em Olímpia e a primeira transmissão da tocha foram realizados na preparação para os Jogos de 1936 em Berlim (Alemanha).

Recolha de informação e concepção feita por Horácio Lopes
Fonte: “The Olympic symbols”, © The Olympic Museum, 2nd Edition 2007

Vale a pena pensar nisto...

"Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas." - Confúcio