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As Principais Funções de um Gestor Desportivo

As funções de um gestor desportivo não são mais do que as funções de um gestor de empresas, adaptadas às particularidades de uma empresa desportiva, que está condicionada pela especificidade da actividade que se desenvolve no seio de um clube desportivo.

No desempenho das suas funções, os gestores desportivos deverão ter especial atenção a 4 pontos-chave através dos quais se poderá avaliar o seu desempenho.

Estes pontos são: Planeamento Estratégico, Gestão de Recursos Humanos, Planeamento Financeiro e Gestão dos Sistemas de Informação.

Para além da função de gestão, os gestores acumulam com frequência a função de direcção que é mais ampla e pressupõe uma formação empresarial mais profunda.

Dirección y gestión de la empresa:

  • Dirigir es decidir y planificar que va hacer la empresa, y gestionar es ejecutar las dichas decisiones;
  • Dirigir es planificar a largo plazo y gestionar es planificar a corto plazo;
  • Dirigir es la función de los Altos Directivos, gestionar la de los mandos intermedios. Suele añadirse un tercer eslabón: ejecutar que corresponde a los empleados;
  • Dirigir consiste en llevar a cabo la función estratégica, y gestionar la función operativa;
    (Sacristán, Jerez, & Ajenjo, 1996, pág. 43)

 

Hoje em dia em clubes de dimensão considerável já é comum verificar que possuem em funcionamento uma estrutura que lhes permite separar a Direcção da Gestão, uma vez que têm uma direcção e um “Geral Manager” ou gestor.

Por oposição, também é frequente em clubes que apesar de terem dimensão e resultados, mas que tenham nascido de uma ideia ou projecto de uma pessoa só, se confundam as funções de direcção e gestão.

No entanto, conforme sublinhado por (Soucie, 2002), constatamos que continua a existir uma falta de preparação adequada por parte dos gestores que se encontram à frente de organizações desportivas, persistindo ainda a ideia de que uma qualquer pessoa com formação de âmbito desportivo pode gerir uma empresa desportiva.

Como especialista y profesionales que son, los que trabajan en actividad física deben ocuparse de la gestión eficaz de los organismos deportivos y de actividades de tiempo libre. Si, por una parte, los empleos especializados en este ámbito aumentan cada vez más y son más diversos en los últimos tiempos, es triste constatar, en actividad física, la escasa preparación de nuestros administradores. Aparentemente siempre existe el mito de la antigüedad o el mero hecho de haber pertenecido durante muchos años a una misa organización deportiva constituyen los principales criterios – por no decir los únicos – de selección de los administradores. En efecto, en el terreno de la actividad física y deportiva, la mayoría de los administradores se nombran no en función de su preparación profesional para la gestión deportiva, sino porque pertenecen desde hace tiempo al organismo en cuestión.” (Soucie, 2002, p. 23)

É portanto urgente qualificar a profissão de Gestor Desportivo, na medida em que uma parte significativa dos líderes organizacionais no mundo do desporto são-no por mérito desportivo e não por formação ou mérito a nível de gestão – do desporto!

Assim, o gestor desportivo deve:

  1. Conhecer muito bem a missão, cultura, valores, objectivos e recursos disponíveis:
  2. Ter um compromisso para com o clube demonstrando uma participação pessoal em todo o processo;
  3. Ter uma perspectiva estratégica do projecto do clube enquanto organização, na sua posição de decisor competente;
  4. Ter motivação e determinação a longo prazo;
  5. Ter capacidade de planear, organizar, dirigir e controlar todas as actividades do clube, ou de atribui-las a alguém com capacidade para tal, dando poder, delegando e motivando os seus colaboradores;
  6. Ter capacidade de aprendizagem organizacional contínua, uns com os outros, perante a experiencia de implementação das actividades do clube e abertura de espírito para as novas realidades causadas pela globalização;
  7. Ter a capacidade promover a satisfação dos desportistas, dos patrocinadores e dos clientes internos do clube, de acordo com os objectivos propostos inicialmente, respeitando as normas de qualidade e segurança e sem desperdício de recursos;
  8. Ter a capacidade de criar e inovar no sentido de solucionar os problemas que apareçam com os olhos postos no futuro e na sustentabilidade do clube;
  9. Ter responsabilidade social e organizacional pelos temas do ambiente, sociedade, ética, formação, saúde e família;
  10. Saber avaliar o bom, óptimo e excelente, conhecendo em cada caso os limites e recursos e o desafio máximo a alcançar com base neles, sem prejudicar o clube.
  11. Ter capacidade de propor novas soluções perante a nova realidade da sociedade, dos patrocinadores, dos desportistas;
  12. Ter a capacidade de gerir a “cultura do clube”, de acordo com o seu conhecimento organizacional e o seu capital intelectual, do melhor modo;

 

Tendo em mente que o resultado dos desportistas é hoje em dia um produto de variados factores, é importante que cada agente desempenhe a sua função, no seu posto, com os seus objectivos e posição bem definida dentro da empresa desportiva.

O Gestor Desportivo, acometido às suas funções de líder organizacional não comprometerá em nenhuma quantidade ou qualidade o papel legítimo de líder motivacional do treinador ou do campeão.

Numa moderna organização desportiva todos têm o seu posto, as suas funções, responsabilidades e direitos – a todos cumpre contribuir na medida e âmbito pertinente para a produção de resultados desportivos na quantidade e qualidade estabelecida pela organização como objectivos a alcançar.

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Vale a pena pensar nisto...

"Nenhuma ilusão pode sustentar-se contra a realidade. A realidade vai esmagá-la mais cedo ou mais tarde." OSHO - "Pepitas de Ouro" - ISBN 85-7312-006-1